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Os 40 anos do Ilê Aiyê – "o mais belo dos belos"

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Fundado no dia 1º de novembro de 1974, no Curuzu, em Salvador, bairro de maior população negra do país, O bloco nasceu no espaço sagrado de um Terreiro de Candomblé. Apesar de profano, o Ilê herdou os fundamentos e princípios do Candomblé, como a compreensão da convivência social, o respeito aos mais velhos e o aproveitamento da simbologia para suas canções, toques, adereços e figurinos, sem ferir os fundamentos religiosos. Firmou-se, assim, como um dos principais agentes no resgate da autoestima e elevação da consciência da população negra da capital da Bahia.

Ele tambem se tornou um movimento rítmico que revolucionou o carnaval baiano, dando força aos ritmos oriundos da tradição africana, favorecendo o reconhecimento de uma identidade peculiar baiana, marcadamente  negra.

A rainha do Axé, Daniela Mercury, sempre fez questão de enaltecer o Ilê em suas canções. Um exemplo disso, está presente em um dos seus grandes sucessos chamado “Pérola Negra”.

Varios outros artistas já se envolveram com o Ilê. Seja lá no inicio quando Caetano e Gil gravaram músicas do Ilê Aiyê e enaltecerem a importância do bloco afro para o Carnaval e a musicalidade baiana. Ou recentemente o rapper Emecida que gravou um lindo clipê com o grupo. Não podemos esquecer tambem Carlinhos Brown, que inclusive chegou a ser percussionista do bloco.

Uma coisa é fato, para se entender o que fez o carnaval de Salvador ser o que é, temos que buscar entender esses fenômenos, valorizá-los e o mais importante, PRESERVÁ-LOS.

Cada vez mais o Axé vai caminhando sua musicalidade no sentido oposto às suas raízes africanas, aos tambores. E já está mais do que provado que o caminho escolhido está errado.

Acorda Bahia e vida longa ao “mais belo dos belos”, o Ilê Aiyê.

 

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