13
abr

O Elo Perdido do axé, o Santo Graal da música baiana estaria se perdendo… E agora?

pinguim rei

“É com um enorme aperto no coração, que viemos comunicar que estaremos desativando a Pinguim Rei por prazo indeterminado.” Frase inicial do comunicado da Banda Pinguim Rei em sua Fanpage

Essa notícia vindo da Bahia me deixou bem pensativo e triste.

O Elo Perdido do axé, o Santo Graal da música baiana estaria se perdendo… E agora?

Desde quando o trabalho desses meninos chegaram até a mim, vi que estava diante de algo que poderia ajudar a mudar o mercado. Eles reuniam várias características que eu só via nas biografias de grandes bandas de rock gringas de sucesso: adolescentes, descolados, consumidores de cultura pop, escreviam suas próprias músicas e as tocavam sem medo.

Jovens fazendo música pela música.

Vi ali a retomada. Muito se fala de renovação dos artistas baianos e renovação dos empresários do segmento Brasil afora, mas, alguém pensou em renovar o público??? Os considerados “Nova Geração” já estão beirando os 30 anos. A  molecada não se vê neles e eles não os representam. E não adianta os enfiar em escolas na tentativa de angariar algumas curtidas em suas “Fanpages”. Não vai rolar!

Espero que vocês entendam o que vou dizer em seguida. O axé precisa de um Luan Santana, de uma Manu Gavassi, de uma Demi Lovato. Ele precisa estar na capa da Capricho e ser objeto de desejo de pré-adolescentes e adolescentes. Ser tema de um “Rolezinho. O axé precisa falar a língua dessa “galera” nas suas músicas. Isso seria possível com o Pinguim Rei. Afinal os caras vivem essas experiências: primeira namora, pegar onda, paquera na matinê… eles se identificam. 

Não sei todos os motivos que os levaram a decretar o fim precoce, mas torço que voltem atrás. Pois ainda nem tinham um empresário ou um escritório, não tinham os vícios do mercado. Mercado esse que prefere renovar personagens e manter estruturas e marcas antigas, do que perceber que no caos é que precisam ser feitas mudanças pra valer. Porque quando tudo está perdido, não se tem nada mais a perder tentando novas fórmulas.

Espero que algum empresário ou escritório de alguma produtora leia esse texto e tente ao menos averiguar o que eu disse.

O Reinado mal começou e não pode acabar agora…

Veja também

Comentários